Era uma vez uma pedra chamada Safira.
A Safira era uma pedra destemida, confiante e cheia de energia. Adorava rebolar pela floresta, mergulhar no riacho e descobrir novos caminhos. Por um lado a Safira tinha uma mente ágil e determinada e uma excelente capacidade de usar essa energia mental para conseguir seja o que for. Por outro, tinha uma percepção extra-sensorial fenomenal, ela consegui ver para além das aparências e a sua intuição nunca falhava.

Todos adoravam a Safira. Com a sua Luz Azul Cintilante enchia de alegria os corações de todos com quem se cruzava. Era mesmo uma pedra preciosa! Os seus amigos costumavam dizer que não sabiam bem o que tinha a Safira mas que na sua presença todos se sentiam bem. Até parecia que os problemas sumiam e tudo se tornava mais claro e tranquilo.
Um dia, quando a Safira estava a contemplar a água translúcida do riacho, ouviu o eco de um soluçar vindo de uma gruta que se encontrava dentro do riacho, mesmo lá ao fundo. A Safira mergulhou na água e seguiu o soluçar. Ao sair da água encontrou a tal gruta e entrou para dentro da escuridão.

Embora a gruta estivesse escura a Safira com a sua Luz Azul Cintilante conseguia iluminar o caminho por onde passava. Quanto mais avançava mais o som do soluçar ficava intenso até que de repente tudo ficou em silêncio. Não conseguia ouvir mais nada mas sentia que estava muito perto e quem quer que estivesse lá dentro precisava da sua ajuda – ela sabia!

Como a Safira era destemida disse:
– Olá Sou a Safira e estou aqui para ajudar-te.
– Sai daqui pedra indesejável, não pedi a tua ajuda, vai-te embora – bradou uma voz rouca e forte.
Ao ouvir as suas palavras a Safira reconheceu imediatamente a voz e perguntou:
– És tu Rubi? Mas o que te aconteceu?
– Oh……Estou tão frustrado e amargurado…as coisas não me estão a correr bem. Tenho medo de não conseguir, sinto-me completamente desmotivado e tão cansado que só me apetece ficar aqui sozinho na gruta.
– Não entendo Rubi! És tão confiante e corajoso, sempre enfrentas-te os desafios de frente, sem medos. O que te fez mudar?
O Rubi estava muito baralhado e não sabia bem o que lhe tinha acontecido ao que disse:
– Um dia acordei assim completamente sem forças nem vontade para continuar. Ultimamente tenho pensado muito na minha vida, no que ainda não consegui, naquilo que não tenho e que não posso fazer nada para o conseguir, tenho duvidado se realmente sou tão bom como vocês dizem, se as pessoas gostam de mim. Antes seguia os meus sonhos, aquilo que sentia e agora apanho-me a pensar no que os outros dirão, que não deveria fazer aquilo….sinto-me com tanta raiva, estou tão chateado Safira!

Safira ficou espantada com as palavras do Rubi mas ao mesmo tempo entendia-o melhor que ninguém. Eles sempre foram muito unidos desde a altura em que o Rubi com o seu raio vermelho infundia coragem, paixão, prazer e entusiasmo pela vida por onde passava. Ele era a força, a autoconfiança que todos desejavam.

– Meu Querido Rubi, apenas te esqueceste de quem TU ÉS! Permitiste que a tua Luz Vermelha Radiante se fosse apagando aos poucos com tanta preocupação, medos e dúvidas. Sem te aperceberes, foste apanhado pelo VÉU que te foi tapando, não te deixando ver com clareza o que realmente estava a acontecer. E quanto mais capas foste adquirindo mais difícil vias as coisas…até porque não as conseguias ver com clareza, pois não?! Esse VÉU foi infiltrando-se na tua mente, confundindo-a, sem saber o que sentir, dizer ou pensar. Nesta altura, já não consegues decidir claramente o que deves fazer e muito menos confiar na tua intuição. Como podes, se não vês? E se o que pensas que vês é escuro, confuso e turvo? Caíste na cilada da ILUSÃO meu querido Rubi. Tu acreditas que não consegues, tu pensas que não podes…são apenas pensamentos Rubi, não ÉS TU e tão pouco essa é a tua realidade. É apenas naquilo em que acreditas e se acreditas então torna-se a tua verdade.
O Rubi “baixou as armas” e começou a chorar compulsivamente. Tudo o que a Safira tinha dito era verdade. Como pode ele ter caído nesta cilada tão triste? Como pode ele ter permitido cair tão baixo ao ponto de ele deixar de gostar de si, de duvidar, de permitir que a raiva, a frustração e a culpa invadissem o seu corpo? Se ele sabia tanto….como pôde?

A Safira então compreendeu que as lágrimas do Rubi eram o CHORO D’ ALMA. A sua ALMA, a sua ESSÊNCIA estava tão, mas tão triste, que não conseguia brilhar mais, estava apagada. A sua agressividade, medo, angústia eram apenas defesas para ele não sentir a dor da desconexão, porque dói. Tomar consciência dói!

E foi nessa gruta, nessa escuridão, nesse contacto com as suas emoções mais profundas que o Rubi renasceu e com ele a sua coragem, fé e confiança. A Safira, a sua voz da Consciência, trouxe-o de volta a vida. Foi então que o Rubi sentiu algo muito estranho a acontecer com ele. O seu peito começou a abrir-se e a encher-se de uma LUZ VERMELHA RADIANTE e essa luz começou a percorrer cada célula do seu corpo envolvendo-o completamente de luz. E o Rubi voltou a BRILHAR!
– Safira, Safira, olha…olha para mim! Eu voltei a brilhar!

Mas a Safira já não estava aí. Ele procurou-a mas não a encontrou. Pensou que a encontraria no caminho por isso saiu a correr da gruta. Estava tão feliz, tão contente, tão cheio de vida que só queria partilhar a sua alegria com os outros e contar o seu encontro com a Safira.
De volta ao riacho encontrou a Esmeralda e perguntou se tinha visto a Safira a sair da gruta.

– Rubi, a Safira não existe. É impossível teres visto a Safira e muito menos falado com ela na gruta.
– Mas …mas é verdade Esmeralda! Eu estive com ela, eu vi a sua LUZ AZUL CINTILANTE. Acredita em mim!
– Aquilo em que acreditas torna-se a tua verdade Rubi. Tu acreditas que estiveste com a Safira, que ela falou contigo, que ela te iluminou…então foi isso que aconteceu. Rubi, cuidado com o que pensas todos os dias, cuidado onde focas a tua atenção e energia todos os dias pois será aquilo que irás receber e viver…nem mais nem menos. Se queres mudar a tua realidade, muda a forma como pensas e vês a vida. Pelo que me contas, viveste uma experiencia extraordinária com a Safira. Então lembra-te disso todos os dias, sente o que sentiste todos os dias, vê o que viste todos os dias e assim a tua LUZ VERMELHA RADIANTE brilhará para sempre!

O Rubi deu um forte e caloroso abraço à Esmeralda e de repente olharam para a gruta de onde resplandecia uma LUZ AZUL CINTILANTE.
– Vês Esmeralda é a Safira!…Eu disse-te, ela ainda está na gruta!
E foram os dois a correr para a gruta mas mesmo antes de lá chegarem uma bela estrela saiu a flutuar iluminando o céu com a sua LUZ AZUL CINTILANTE.

PERSONAGENS:

  • O Rubi representa a tua força, a tua coragem e a energia do teu chakra raíz que te faz avançar confiante e destemidamente pela vida. É o princípio da tua energia.
  • A Safira representa a tua intuição, a tua voz interior, o teu guia e Eu Superior que é tão real como tu estares vivo. Acreditas nela se quiseres. Consegues vê-la, ouvi-la e senti-la se tu quiseres ou não. És tu quem decide.
    A tua desconexão com a Safira, com a Fonte leva-te a desconexão contigo mesmo e isso faz com que te sintas cansada, frustrada e desmotivada. Precisas reactivar a tua energia, a tua LUZ VERMELHA RADIANTE para que voltes a falar com a Safira e juntas levarem uma vida plena e feliz. Precisas da acção e da conexão para haver equilíbrio na tua vida.
    Todos temos dentro nós uma pedra preciosa pronta para Brilhar. Consegues ver isto?
    Ao terminar de ler esta história a minha filha de 11 anos ela disse-me:
    – Mamã Adorei! Que história tão linda. E Sabes qual foi a parte que mais gostei? Saber quem eram as personagens. Eu pensava que a Safira era real mas afinal não era. Ela é teus pensamentos, aquilo que pensas que se vai transformar na tua vida, não é mamã?
    – Sim filha, mas será que a Safira não é real mesmo? Se ela é teus pensamentos mais divinos, a tua ligação e o que tu sentes ….então, isso não é real?
    – Pois é, não tinha visto isso assim. Eu gosto da parte que tu dizes que podes ajudar as pessoas e encontrarem a sua Safira para que voltem a ter novamente o Rubi que é a coragem e a força.
    Fiquei super emocionada e dei um forte e caloroso abraço à minha filha tal e qual o Rubi fez com a Esmeralda.

Adorei escrever esta história para a minha filha! É uma grande oportunidade de passar o meu legado, de ajudar à minha filha de onze anos a ver e entender usando outros sentidos que não os cinco que nós conhecemos.

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